Saber calcular a média das notas do Enem é essencial para quem pretende disputar vagas em programas como Sisu, Prouni e Fies. Afinal, cada um desses sistemas pode utilizar médias diferentes, como a simples ou a ponderada, de acordo com os objetivos da seleção.
O procedimento é simples, mas exige atenção às notas e aos possíveis pesos definidos por cada curso ou universidade. Veja a seguir como fazer os dois tipos de cálculo e entenda qual se aplica melhor ao seu caso.
O que você vai ler neste artigo:
Como calcular a média simples do Enem
A média simples é usada em alguns processos seletivos e pode servir para o candidato ter uma noção básica de seu desempenho geral. Para calculá-la, é necessário somar as cinco notas do Enem e dividir pela quantidade de provas.
As cinco áreas cobradas na prova são:
- Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
- Ciências Humanas e suas Tecnologias
- Ciências da Natureza e suas Tecnologias
- Matemática e suas Tecnologias
- Redação
Por exemplo, considere as seguintes notas:
- Linguagens: 645,1
- Humanas: 712,3
- Natureza: 580,0
- Matemática: 598,7
- Redação: 628,5
A soma total dos pontos é:
645,1 + 712,3 + 580,0 + 598,7 + 628,5 = 3.164,6
Agora, divide-se esse total por 5:
3.164,6 ÷ 5 = 632,92
A média simples, neste caso, é de 632,92 pontos.
Como calcular a média ponderada do Enem
A média ponderada leva em consideração os pesos que cada universidade atribui para as áreas do conhecimento. Esse tipo de média é amplamente utilizado em programas como o Sisu, onde cursos diferentes valorizam áreas específicas.
Por exemplo, um curso de Medicina poderá atribuir peso maior para Ciências da Natureza, enquanto Direito poderá destacar Ciências Humanas e Redação. Para calcular corretamente, são necessários quatro passos:
- Identificar os pesos atribuídos a cada área pela instituição pretendida
- Multiplicar cada nota pelo respectivo peso
- Somar os resultados
- Dividir pela soma total dos pesos
Vamos seguir com o exemplo de um curso de Medicina Veterinária na Universidade Federal de Goiás, que adota os seguintes pesos:
- Linguagens: 2
- Humanas: 1
- Natureza: 3
- Matemática: 2
- Redação: 2
Multiplicando as notas pelas respectivas pesos:
- 645,1 × 2 = 1.290,2
- 712,3 × 1 = 712,3
- 580,0 × 3 = 1.740,0
- 598,7 × 2 = 1.197,4
- 628,5 × 2 = 1.257,0
Total da soma ponderada:
1.290,2 + 712,3 + 1.740,0 + 1.197,4 + 1.257,0 = 6.197,9
Soma dos pesos: 2 + 1 + 3 + 2 + 2 = 10
Dividindo-se a soma ponderada pela soma dos pesos:
6.197,9 ÷ 10 = 619,79
Portanto, a média ponderada neste exemplo seria de 619,79 pontos.
Quando cada média é usada
A escolha entre a média simples ou ponderada depende do critério adotado pela instituição ou programa de ingresso. O Sisu, por exemplo, permite que as universidades determinem pesos diferentes para cada área, e essas informações estão disponíveis no termo de adesão do curso.
Já o Prouni e o Fies, em muitos casos, podem considerar a média simples em seus critérios básicos de inscrição. No entanto, é sempre importante verificar o edital de cada processo seletivo, pois os critérios podem variar de acordo com o ano, instituição ou curso pretendido.
Onde consultar os pesos do Enem para o seu curso
Para quem vai se inscrever no Sisu, o ideal é acessar o site oficial do programa e buscar pelo curso desejado. Ao clicar em “Ver termo de adesão”, o candidato encontra o documento oficial onde estão listados:
- Pesos das áreas do conhecimento
- Número de vagas por modalidade
- Políticas afirmativas adotadas
- Outras condições específicas para o curso em questão
A leitura atenta desse documento é crucial para calcular corretamente sua pontuação e avaliar se concorre com chances reais à vaga. Estratégias como priorizar cursos que valorizam suas melhores notas podem ser decisivas para a aprovação.
A importância de entender os cálculos
Compreender a diferença entre média simples e ponderada ajuda o estudante a traçar caminhos mais eficientes no período de inscrição. Candidatos que se destacam em redação ou áreas específicas podem se beneficiar ao direcionar suas escolhas para cursos cujo peso favoreça esse bom desempenho.
Além disso, fazer esse cálculo antecipadamente permite acompanhar de modo mais estratégico a nota de corte durante o período de inscrição nos processos seletivos. escolhas conscientes podem fazer toda a diferença no sucesso do candidato.
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