Dominar idiomas estrangeiros é um diferencial decisivo para quem busca a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio. Entre os maiores desafios enfrentados pelos candidatos estão os falsos cognatos, que podem confundir até mesmo os estudantes mais preparados que buscam saber como se preparar para o Enem com máxima eficiência.
Essas palavras, embora semelhantes ao português na grafia, possuem significados completamente distintos. Entender a lógica por trás desses termos é fundamental para garantir uma interpretação de texto precisa e evitar armadilhas elaboradas pela banca examinadora durante a resolução das questões de língua estrangeira.
O que você vai ler neste artigo:
O impacto dos falsos cognatos na interpretação de textos do ENEM
A prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias reserva surpresas que vão além da gramática básica. O uso estratégico de falsos cognatos em questões de múltipla escolha visa testar a profundidade do vocabulário e a capacidade analítica do candidato frente a textos autênticos, como notícias de jornais internacionais ou artigos científicos.
Essas expressões, também conhecidas mundialmente como “false friends”, funcionam como verdadeiras armadilhas cognitivas durante a leitura sob pressão. Ao se deparar com um termo familiar, o cérebro tende a associá-lo automaticamente ao significado em português, o que pode levar a uma interpretação errônea e à escolha da alternativa incorreta, impactando a pontuação baseada na matriz do Enem.
A recorrência desses termos em tirinhas, poemas e anúncios publicitários é uma tática comum para filtrar os candidatos que possuem apenas um conhecimento superficial da língua. No contexto do exame, a leitura exige que o aluno consiga discernir nuances semânticas que alteram completamente o sentido global da mensagem apresentada no enunciado.
Portanto, a preparação eficiente deve focar não apenas na tradução literal, mas no papel que o termo desempenha na sentença. Identificar um falso amigo precocemente permite que o estudante reavalie sua lógica e evite distorções interpretativas que comprometeriam seu desempenho na prova de línguas.
Principais falsos cognatos na língua inglesa
No inglês, os falsos cognatos surgem com frequência em textos de caráter informativo e acadêmico. Um dos exemplos mais clássicos é a palavra actually, que muitos traduzem erroneamente como “atualmente”, quando seu significado real é “na verdade” ou “de fato”. Essa confusão pode alterar drasticamente o ponto de vista de um autor em um debate textual.
Outro termo que costuma aparecer em questões sobre relações sociais é parents. Diferente do que a sonoridade sugere, a palavra refere-se exclusivamente aos “pais”, enquanto os demais membros da família são chamados de relatives. Tal distinção é vital para compreender as dinâmicas descritas em crônicas ou notícias no inglês no ENEM.
O verbo pretend também figura entre os erros mais comuns cometidos pelos vestibulandos. Embora pareça com “pretender”, ele significa “fingir”. Para expressar a intenção de fazer algo, o termo correto seria “intend”. Essas sutilezas verificam se o aluno realmente compreende a ação que o sujeito está realizando no texto original.
Além desses, palavras como push (empurrar) e library (biblioteca) são fundamentais para a orientação básica. A seguir, veja uma tabela com os termos mais recorrentes que podem aparecer no seu exame:
| Palavra em Inglês | O que parece (Falso) | Significado Correto |
|---|---|---|
| Actually | Atualmente | Na verdade / De fato |
| Attend | Atender | Assistir / Participar |
| College | Colégio | Faculdade / Universidade |
| Expert | Esperto | Especialista / Perito |
| Legend | Legenda | Lenda |
| Novel | Novela | Romance (livro) |
| Sensible | Sensível | Sensato / Razoável |
O papel do contexto no inglês no ENEM
A análise do entorno da palavra é a ferramenta mais poderosa para o estudante. Muitas vezes, o tema central do texto oferece pistas de que a tradução literal não faz sentido lógico. Se um artigo científico menciona um expert, o contexto sobre descobertas acadêmicas deixará claro que se trata de um especialista, e não apenas de alguém “esperto”.
A interpretação de textos no exame prioriza a função social da linguagem. Isso significa que os falsos cognatos são inseridos para avaliar se o candidato consegue manter a coerência em diferentes tipos de texto em inglês. Praticar com exames anteriores ajuda a criar um repertório visual, tornando a identificação quase automática.
Desafios dos falsos cognatos no espanhol
Para os candidatos que optam pelo espanhol no ENEM, os “falsos amigos” representam um desafio ainda maior devido à extrema semelhança entre os idiomas. A palavra apellido, por exemplo, é frequentemente confundida com o apelido carinhoso, mas, na língua de Cervantes, ela significa “sobrenome”.
Outro termo que gera erros em questões de saúde ou sociedade é embarazada. Enquanto no português a palavra remete a uma situação de timidez, no espanhol ela significa que a mulher está “grávida”. Em um texto sobre políticas públicas de maternidade, confundir esse termo pode inviabilizar a resolução correta da questão.
O vocabulário cotidiano também esconde perigos, como a palavra exquisito. No Brasil, algo esquisito é estranho, mas em espanhol, o termo é um elogio utilizado para descrever algo “delicioso” ou “refinado”, como uma refeição. Essa inversão de valores semânticos é comum em pegadinhas de interpretação.
Abaixo, destacamos alguns dos falsos cognatos mais perigosos para quem fará a prova:
- Presunto: Significa “suposto” (ex: el presunto culpable).
- Propina: Significa “gorjeta” (dinheiro extra por um serviço).
- Vaso: Significa “copo” (recipiente para beber líquidos).
- Cachorro: Significa “filhote” (de qualquer animal mamífero).
- Acordarse: Significa “lembrar-se” (e não despertar do sono).
Estratégias para o espanhol no ENEM
Dada a proximidade das línguas, a recomendação pedagógica é que o aluno desconfie de palavras excessivamente idênticas ao português que pareçam deslocadas. Se o contexto fala de um crime e menciona um presunto, o sentido de “suposto” se encaixa na lógica textual e respeita as variantes linguísticas de cada idioma.
O domínio dos falsos cognatos no espanhol requer uma leitura mais lenta e atenta. Como a compreensão global costuma ser mais fácil para brasileiros, a banca foca justamente nos detalhes que divergem. Estudar listas de falsos amigos e aplicá-las em simulados é a melhor forma de garantir que a semelhança linguística não se torne um obstáculo.
Em suma, a preparação para o exame exige que o candidato encare esses termos como componentes essenciais da prova. Seja no inglês ou no espanhol, a capacidade de identificar os falsos cognatos e aplicar o sentido correto é o que separa uma leitura superficial de uma interpretação de alto nível. Ao revisar essas palavras, o estudante minimiza riscos e fortalece sua confiança para o certame.
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