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Fazer dez anos ou fazem dez anos? Entenda a regra do verbo fazer

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Dominar as normas da língua portuguesa exige atenção a detalhes cruciais que frequentemente geram dúvidas no cotidiano. Entre os erros mais recorrentes, destaca-se o uso do verbo fazer em frases que indicam a passagem do tempo cronológico. Compreender essa regra é vital para estudantes que buscam resolver questões de língua portuguesa com total segurança nos grandes exames.

Compreender a concordância correta evita falhas em contextos formais e acadêmicos. Neste artigo, exploraremos as diretrizes gramaticais que determinam por que o verbo fazer deve permanecer no singular quando expressa períodos decorridos ou fenômenos climáticos específicos, garantindo a precisão exigida pelos corretores.

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Como o verbo fazer atua em expressões de tempo

A dúvida entre “faz dez anos” ou “fazem dez anos” é um dos dilemas mais comuns na gramática brasileira. A resposta correta, de acordo com os preceitos da norma culta, é sempre no singular: “Faz dez anos”. Essa regra aplica-se independentemente de o numeral ser baixo ou elevado.

Quando o verbo fazer é utilizado para indicar um tempo decorrido, ele assume uma característica especial na língua portuguesa. Ele se torna um verbo impessoal, o que significa que ele não possui um sujeito que realiza a ação. Como não há um sujeito para concordar, a regra estabelece que o verbo deve permanecer na terceira pessoa do singular.

Muitas pessoas cometem o erro de pluralizar o termo por acreditar que ele deve concordar com o tempo mencionado. No entanto, o tempo, nesse contexto, funciona como um objeto direto e não como o sujeito da oração. Portanto, frases como “fazem dois meses” estão incorretas, devendo ser substituídas por “faz dois meses”.

A persistência desse erro ocorre devido à intuição comunicativa de tentar harmonizar o verbo com o numeral plural. Entretanto, para garantir uma concordância verbal impecável, o escritor deve se lembrar de que o tempo que passou não “faz” nada; ele apenas é constatado. Assim, a neutralidade do singular preserva a precisão normativa do texto.

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A natureza impessoal do verbo fazer na gramática normativa

A impessoalidade é um conceito fundamental para entender o verbo fazer. Na estruturação de frases que não possuem um agente executor, a língua impõe limites à flexão. Além do tempo que já passou, essa regra também se estende a descrições de fenômenos da natureza e condições climáticas, como em “faz invernos rigorosos” ou “faz dias muito quentes”.

Dentro da análise sintática, essas construções são classificadas como “orações sem sujeito”. Isso implica que a mensagem foca apenas no fato ou no estado em si, e não em quem o pratica. É fundamental que o candidato saiba diferenciar essas estruturas das variantes linguísticas comuns no dia a dia, que nem sempre seguem a norma padrão.

É importante observar que essa característica de impessoalidade é “contagiosa” quando o termo faz parte de uma locução verbal. Se utilizarmos verbos auxiliares como “ir”, “dever” ou “poder” junto ao verbo fazer, eles também devem permanecer no singular. Por exemplo, o correto é escrever “deve fazer dez anos” e nunca “devem fazer dez anos”.

A gramática normativa é rígida nesse ponto para evitar ambiguidades e manter a coesão estrutural. Embora na linguagem coloquial o plural seja frequentemente ouvido, a escrita formal não tolera essa variação. O esforço para aplicar a regra corretamente demonstra um cuidado essencial com a clareza e a autoridade da informação transmitida.

Diferenças entre o uso pessoal e impessoal do verbo fazer

Apesar das restrições mencionadas, o verbo fazer pode ser flexionado no plural quando atua como um verbo pessoal. Isso acontece quando ele possui um sujeito explícito que realiza uma ação de fabricar, construir, agir ou produzir algo. Esse comportamento é estudado detalhadamente nas classes gramaticais tradicionais.

Por exemplo, na frase “Eles fazem um trabalho excelente”, o sujeito “Eles” está claramente executando uma tarefa. Aqui, o plural é obrigatório. Outros exemplos incluem “As crianças fazem muita bagunça” ou “Os padeiros fazem pães frescos”. Nestas situações, o sentido é literal e operacional, distanciando-se da ideia de tempo decorrido.

Para facilitar a identificação, o redator deve se perguntar: “Alguém ou algo está realizando esta ação?”. Se a resposta for positiva, a flexão é permitida. Se a frase apenas constata que o tempo passou ou que o clima mudou, o verbo fazer deve ser mantido estático no singular. Essa distinção é o pilar para evitar confusões comuns.

Abaixo, apresentamos uma comparação para ilustrar as diferenças de aplicação:

Contexto de uso Exemplo correto Classificação
Tempo transcorrido Faz dez anos que nos formamos. Impessoal (Sempre singular)
Clima / Fenômenos Faz noites frias no deserto. Impessoal (Sempre singular)
Ação de fabricar Elas fazem roupas sob medida. Pessoal (Flexiona com sujeito)
Realização de tarefas Os alunos fazem os exercícios. Pessoal (Flexiona com sujeito)

Cuidados com o verbo fazer em locuções verbais

As locuções verbais, que consistem na união de um verbo auxiliar com um principal, exigem cuidado redobrado. Quando o verbo fazer é o verbo principal e indica tempo, ele transmite sua impessoalidade para o auxiliar que o acompanha. Conhecer esses erros a evitar é o que diferencia uma escrita amadora de uma redação nota mil.

Frases como “vão fazer cinco anos” são construções equivocadas, embora recorrentes na fala informal. O correto é “vai fazer cinco anos”, pois o verbo auxiliar “vai” deve respeitar a ausência de sujeito ditada pelo termo principal. Essa regra de ouro garante que a estrutura da frase permaneça logicamente alinhada à sua função semântica.

Além do tempo, essa lógica se aplica a expressões de distância ou estados atmosféricos em locuções. Pode-se dizer “pode fazer dez quilômetros que ele não cansa”. Em todos esses cenários, a imutabilidade do singular é a marca da correção gramatical, protegendo o texto de deslizes estilísticos que podem custar pontos preciosos.

Ao revisar um conteúdo, verifique sempre se o verbo fazer está acompanhado de numerais que indicam cronologia. Se estiver, a regra é clara: mantenha o singular, mesmo que a sonoridade pareça estranha inicialmente. A precisão na gramática é fundamental para garantir uma redação de alta qualidade e impacto nos vestibulares.

Em resumo, a expressão correta é “faz dez anos”, uma vez que o verbo fazer, ao indicar tempo decorrido, torna-se impessoal. Essa norma da língua portuguesa é fundamental para a correta concordância verbal. Ao aplicar o termo com atenção a essas diretrizes, você garante um texto elegante, preciso e alinhado às regras vigentes.

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