8 dicas para mandar bem na volta às aulas e arrasar na redação do Enem

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O início do ano letivo chegou trazendo expectativas para quem está se preparando para o Enem. Com a volta às aulas, começa também a jornada em busca da tão sonhada aprovação e da nota mil na redação.

A redação do Enem é um dos principais desafios dos estudantes. Para ajudar nesse percurso, estratégias adotadas por quem já alcançou a nota máxima podem servir de norte para aqueles que almejam o mesmo desempenho.

Constância nos estudos

Entre os principais pontos em comum entre os candidatos nota mil está a regularidade nos estudos. Todos relataram a prática semanal de redações completas, explorando temas variados e se desafiando constantemente.

Esse compromisso contínuo permitiu que desenvolvessem não apenas a estrutura do texto, como também a argumentação crítica, aspecto essencial na avaliação da redação. Mesmo quem partia de uma base simples conseguiu evoluir com disciplina e prática sistemática.

Além disso, manter uma rotina de escrita permite mapear dificuldades específicas e corrigi-las com mais precisão. Com o tempo, a escrita se torna mais fluida, o raciocínio mais ágil e a confiança se consolida semana após semana.

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Prestar atenção nas correções

Produzir textos sem revisar as falhas apontadas é desperdício de aprendizado. A estudante Laryssa Melo, que alcançou mil pontos, destacou a importância de incorporar os ajustes sugeridos pelos professores.

Ela escreveu uma redação por semana durante a preparação e sempre analisava cada feedback com atenção, corrigindo repetições, problemas de coesão e ideias mal desenvolvidas. A evolução em seu desempenho veio justamente da reescrita constante.

Não apenas aceitar as críticas, mas refletir sobre elas e aplicá-las em novas produções é o que transforma a escrita de forma efetiva. A evolução não está apenas na quantidade, mas na qualidade da análise sobre o texto construído.

Separar repertórios por eixo temático

Uma das principais estratégias adotadas por estudantes como Wellington Ribeiro foi criar um banco de repertórios para diferentes eixos temáticos: ambientais, sociais, educacionais, tecnológicos, entre outros.

Com isso, fica mais fácil relacionar a proposta da redação com referências adequadas durante a prova. Wellington, por exemplo, usou o conto Feliz Aniversário, de Clarice Lispector, na redação sobre o envelhecimento na sociedade brasileira, ligando literatura e contexto social.

Além dele, mencionou a Lei dos Sexagenários e o sociólogo Ruy Braga, demonstrando domínio do tema com base sólida. Ter essas cartas na manga pode garantir argumentos mais relevantes e sofisticados.

Ler notícias e livros que despertem interesse

A leitura é um caminho natural para a construção de repertório e ampliação de vocabulário. Candidatos recomendam buscar conteúdos que gerem interesse real, para tornar o hábito mais sustentado.

Textos jornalísticos são comuns nas provas do Enem. Assim, quem lê jornais como Folha de S.Paulo, O Globo ou BBC tem mais familiaridade com a linguagem e a estrutura de notícias, o que ajuda na interpretação e criticidade.

Por outro lado, livros específicos, mesmo que de entretenimento, expandem a bagagem linguística e ajudam a formar argumentos criativos. O segredo é aliar prazer de leitura com conteúdo que amplie a compreensão das questões sociais e humanas.

Praticar atividades físicas

Apesar de parecerem fora do escopo do estudo, as atividades físicas foram citadas por estudantes como Laryssa e Lucas como parte essencial da rotina de preparação.

O exercício físico ajuda a manter a saúde mental, diminuir o estresse e regular o sono, o que impacta diretamente no rendimento escolar. Do ponto de vista neurológico, ainda há o benefício da liberação do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF), que fortalece os neurônios.

Esse fortalecimento aumenta a plasticidade cerebral, essencial para memorizar melhor, fazer conexões entre conteúdos e ser mais criativo ao elaborar propostas de intervenção.

Conviver com amigos e familiares

Manter o contato com pessoas próximas e momentos de lazer é fundamental para o equilíbrio emocional. A sobrecarga de estudos pode ser prejudicial se não for compensada com pausas conscientes.

A estudante Maria Clara Cunha, por exemplo, notou que passou a aprender melhor ao fazer pausas programadas ao longo do dia, seja para um café com amigas ou uma conversa com a família.

Esse tempo longe dos livros ajuda o cérebro a assimilar melhor o conteúdo aprendido e reduz o risco de exaustão mental, condição que atrapalha o rendimento na reta final da preparação.

Descobrir o que funciona para você

Cada estudante tem um ritmo distinto de aprendizagem. Nem sempre aulas expositivas são a melhor forma de absorver conteúdo e isso precisa ser compreendido sem culpa.

Maria Clara, diagnosticada tardiamente com TDAH, encontrou em sessões de escrita solitária a fórmula que lhe rendeu a nota máxima. Ajustar a rotina à própria realidade, respeitando temperamento, dificuldades e pontos fortes, pode ser decisivo.

Buscar formatos de estudo alternativos – como mapas mentais, grupos de discussão ou resumos narrados – ajuda na fixação do conhecimento e evita o desânimo no meio do processo.

Reduzir o tempo de tela

Um ponto recorrente entre os que conseguiram alto rendimento foi a diminuição do tempo nas redes sociais e uso do celular. Muitos aplicativos e notificações atrapalham a concentração e reduzem significativamente o tempo disponível para os estudos.

Além disso, o consumo excessivo de conteúdo digital, muitas vezes fragmentado e superficial, prejudica o foco necessário à leitura e escrita exigidas na redação.

Criar limites claros para uso de tecnologia fora do necessário, silenciar notificações e evitar comparações constantes com colegas nas redes são práticas que elevam o nível de concentração e bem-estar durante a preparação.

Com disciplina, adaptação e equilíbrio emocional, cada pequeno ajuste pode ser um passo em direção à tão sonhada nota mil na redação do Enem.

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