7 maravilhas do mundo antigo: história e mistérios

As 7 maravilhas do mundo antigo representam o ápice da engenhosidade e da ambição humana. Originadas de uma lista criada pelos gregos antigos, essas construções, situadas ao redor do Mar Mediterrâneo, eram consideradas dignas de admiração e visitação.

Além de sua grandiosidade, cada uma dessas maravilhas carrega consigo histórias fascinantes e, por vezes, envoltas em mistério. Acompanhe este artigo e embarque em uma jornada para descobrir os segredos por trás dessas obras que marcaram a história.

Uma jornada pela história

As 7 maravilhas do mundo antigo são um testemunho da capacidade humana de criar estruturas grandiosas e imponentes. Cada uma delas, com sua história e características únicas, fascina e inspira até os dias de hoje.

Mausoléu de Halicarnasso: um túmulo monumental

O Mausoléu de Halicarnasso, localizado na atual Turquia, foi construído como um túmulo para Mausolo, um sátrapa do Império Persa. Sua esposa, Artemísia II, liderou a construção após sua morte. A estrutura era grandiosa, com três pavimentos revestidos de mármore e diversas estátuas adornando sua fachada. Acredita-se que tenha sido destruído por um terremoto na Idade Média, mas sua imponência inspirou o termo “mausoléu” para túmulos monumentais.

Grande pirâmide de Gizé: a única maravilha que resiste ao tempo

A grande pirâmide de Gizé, também conhecida como pirâmide de Quéops, é a única das 7 maravilhas do mundo antigo que ainda permanece de pé. Construída por volta de 2580 a.C para ser o local de sepultamento do faraó Quéops, a pirâmide impressiona por sua grandiosidade e precisão. Durante mais de 3.500 anos, foi a maior construção do mundo, com 146,5 metros de altura.

Estátua de Zeus em Olímpia: uma homenagem ao rei dos deuses

A estátua de Zeus em Olímpia foi construída para homenagear o deus grego Zeus, protetor da cidade de Olímpia, onde eram realizados os jogos olímpicos. O escultor Fídias criou uma escultura criselefantina, feita de ouro e marfim, com aproximadamente 12 a 15 metros de altura. Zeus estava sentado em um trono decorado, segurando uma estátua de Niké, a deusa da vitória.

Jardins suspensos da Babilônia: um oásis em meio ao deserto

Os jardins suspensos da Babilônia são a maravilha do mundo antigo que mais gera dúvidas entre os historiadores. Segundo relatos, eram um enorme zigurate com vegetação exuberante em todos os seus andares, além de cascatas e canais de água. Filão de Bizâncio descreveu um sistema de bombas e dutos que levavam água ao topo do zigurate, uma tecnologia muito avançada para a época.

Farol de Alexandria: um guia para os navegantes

O farol de Alexandria, construído no Egito durante o período Ptolomaico, servia para orientar os navegantes até o porto da cidade. Com uma altura entre 120 e 137 metros, foi uma das maiores construções do mundo por muito tempo. Além de sua função de farol, abrigava a biblioteca de Alexandria, considerada a maior do mundo em sua época.

Templo de Ártemis: um santuário dedicado à deusa da caça

O templo de Ártemis, também conhecido como templo de Diana, foi construído na cidade de Éfeso, na atual Turquia. Era o maior templo da Grécia Antiga, com 127 colunas de cerca de 20 metros de altura. Dentro do templo, ficava uma estátua da deusa Ártemis, deusa da caça, da castidade e dos casamentos. O templo foi destruído diversas vezes, mas sempre reconstruído em sua glória.

Colosso de Rodes: uma estátua gigante do deus Sol

O Colosso de Rodes foi uma estátua do deus Sol, Hélio, construída na entrada do porto da cidade de Rodes, na Grécia. A estátua tinha cerca de 33 metros de altura e inspirou a construção da Estátua da Liberdade. Em 226 a.C., um terremoto destruiu o Colosso de Rodes, e seus restos permaneceram no local por quase mil anos.

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A criação da lista das 7 maravilhas do mundo antigo

A lista das 7 maravilhas do mundo antigo foi criada pelos gregos antigos, que buscavam registrar as construções mais impressionantes e dignas de admiração. O documento mais antigo a citar as 7 maravilhas é a obra De Septem Orbis Miraculis, de Filão de Bizâncio. Acredita-se que o número sete era importante para os gregos, pois representava o número de astros do Sistema Solar conhecidos na época.

Assim, ao explorar suas histórias e mistérios, podemos apreciar a grandiosidade dessas obras e a capacidade humana de criar monumentos que resistem ao tempo.

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