Dominar a escrita em língua inglesa exige a compreensão de como as ideias se conectam de forma fluida. A coesão referencial atua como o alicerce essencial para evitar repetições desnecessárias, garantindo clareza e elegância ao texto produzido por jornalistas e acadêmicos.
Através do uso estratégico de pronomes em inglês e elipses, o autor consegue guiar o leitor por conceitos complexos. Esses mecanismos fortalecem a coesão textual, permitindo que referências anteriores sejam recuperadas sem comprometer o ritmo ou a precisão da mensagem em contextos variados.
O que você vai ler neste artigo:
A dinâmica dos pronomes na coesão referencial
Os pronomes são, sem dúvida, os elementos mais utilizados para estabelecer a coesão referencial em qualquer idioma, e no inglês essa regra é aplicada com rigor. Eles desempenham a função de retomar referentes já mencionados, um processo conhecido como anáfora, que evita a redundância cíclica de nomes próprios ou substantivos comuns ao longo de uma reportagem ou artigo de opinião.
Na gramática inglesa, os pronomes pessoais de terceira pessoa — como he, she, it e they — são os principais agentes da pronominalização. Quando um redator escreve “Sara visited the store. She bought a dress”, o pronome “she” atua como uma ponte direta ao nome “Sara”, mantendo a unidade temática sem que o leitor perca o foco no sujeito original da ação.
Além dos pronomes pessoais, a coesão referencial é frequentemente sustentada por pronomes indefinidos, numerais e nomes genéricos. Esses elementos permitem que o texto flua de maneira natural, conectando parágrafos e sentenças. Assim, a estrutura macroscópica da informação é preservada, independentemente da complexidade dos dados apresentados.
A escolha correta desses pronomes é vital para interpretar textos em inglês, pois uma referência ambígua pode comprometer a veracidade de uma informação jornalística. Portanto, o uso preciso desses conectivos não é apenas estilo, mas uma necessidade técnica para garantir que a mensagem chegue ao destinatário sem ruídos.
A elipse gramatical e a coesão referencial em inglês
A elipse gramatical é um mecanismo sofisticado que consiste na omissão de termos que são facilmente identificáveis pelo contexto imediato. Diferente da substituição, onde um termo troca de lugar com um pronome, a elipse é descrita por linguistas como uma substituição por zero, onde a ausência da palavra comunica tanto quanto sua presença física na frase.
No inglês contemporâneo, a elipse é frequentemente utilizada para agilizar a leitura, eliminando pronomes como “it” ou sujeitos em frases coordenadas. Essa técnica é essencial para manter a coesão referencial, pois força o leitor a manter ativos os referentes anteriores, criando um engajamento mental contínuo com a estrutura lógica do discurso.
Um exemplo clássico de elipse ocorre em diálogos ou em tipos de texto em inglês jornalísticos onde o sujeito é omitido após a primeira menção. Em frases como “He arrived at the office and (he) started working”, a supressão do segundo “he” é uma estratégia de economia linguística que evita o desgaste da leitura.
A aplicação da elipse exige um domínio avançado da língua, pois a omissão indevida pode gerar lacunas de compreensão. Contudo, quando bem aplicada, ela eleva a qualidade da redação, permitindo que a narrativa ganhe velocidade e que os pontos principais de um argumento sejam destacados sem as amarras de uma estrutura repetitiva.
A coesão referencial na interpretação de texto de alto nível
Para profissionais que lidam com a análise de informações internacionais, identificar a coesão referencial é um diferencial competitivo. Em exames de proficiência e na leitura de periódicos globais, compreender para onde um pronome aponta ou o que uma elipse esconde é a chave para uma interpretação de texto precisa e profunda.
Esses mecanismos de referência não funcionam isoladamente; eles colaboram diretamente com a coesão sequencial para criar harmonia no discurso. Enquanto os conectivos para redação estabelecem as causas e consequências, a referência garante que os objetos e pessoas envolvidos sejam mantidos sob a mesma identidade ao longo da exposição.
O uso de sinônimos e nomes genéricos também entra no espectro da referência textual, servindo como alternativas para manter o interesse. Em um texto jornalístico, alternar entre “the Prime Minister”, “the leader” e “he” é uma forma de aplicar a coesão textual de maneira sofisticada, enriquecendo o vocabulário e mantendo a precisão factual exigida pelo gênero.
Por fim, a eficácia de um texto está ligada à sua capacidade de ser lido como um todo orgânico. O domínio da coesão referencial transforma a escrita em uma ferramenta poderosa. Para os estudantes, saber como melhorar a interpretação de textos em inglês passa obrigatoriamente pelo estudo desses pilares gramaticais que garantem uma comunicação tecnicamente impecável.
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