Aluno destaca trajetória árdua para redação nota mil no Enem 2025

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A trajetória até a nota máxima na redação do Enem raramente é simples ou imediata. No caso de Wellington Ribeiro, jovem pernambucano de 19 anos, o caminho foi construído com persistência, aprendizado e estratégia.

Depois de realizar quatro edições do exame, o estudante conquistou os tão almejados 1000 pontos. A conquista é resultado de muito esforço, com dezenas de textos escritos, revisões e busca constante por aprofundamento.

Dedicação e preparo consistente

Wellington não entrou na estatística dos que atingem a pontuação máxima por mero acaso. O jovem escreveu 38 redações ao longo do último ano, seis delas alcançando nota mil em simulados. O preparo se baseava em três pilares: domínio da gramática, repertório sociocultural diversificado e um olhar autêntico para os temas propostos.

De acordo com a professora Fernanda Pessoa, fundadora do curso em que ele estudou, mesmo com elevado desempenho, a nota máxima na prova oficial dependeria também da condução emocional no dia e da subjetividade da correção. Ainda assim, a consistência de performance tornava clara sua capacidade.

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A construção dos repertórios

O diferencial do estudante esteve no uso criativo e apropriado de referências. Na redação do Enem 2025, cujo tema foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, ele citou um conto de Clarice Lispector, Feliz Aniversário, que aborda abandono e negligência familiar em relação aos idosos.

Além disso, mencionou a Lei dos Sexagenários, de 1885, que durante a escravidão concedia liberdade apenas após os 60 anos, quando os ex-escravizados não tinham mais capacidade produtiva. A menção ao sociólogo Ruy Braga também reforçou o argumento sobre a marginalização dos velhos na sociedade atual.

Essa estratégia de selecionar obras e autores conforme temas prováveis, antecipadamente organizados em eixos como “social”, “tecnológico” e “ambiental”, se mostrou eficaz.

Superações ao longo do caminho

Antes de alcançar o mil, Wellington acumulou notas que variaram entre 880 e 920 pontos em edições anteriores do Enem. Ele também lidava com desafios pessoais, como o diagnóstico tardio de TDAH. Mesmo com as dificuldades, sua relação com a leitura e com a escrita se fortaleceu ao longo do tempo.

O estudante enfatiza que não se trata de um dom: a escrita argumentativa exige treino, paciência e abertura para críticas e correções. Seu progresso foi progressivo, ancorado por horas de estudo e disciplina constante.

A importância real da redação

Candidato ao curso de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Wellington sabe que o bom desempenho na redação tem grande peso no cálculo final da nota no Sisu. Em algumas universidades, essa parte da prova vale até três vezes mais do que outras.

Ele alerta futuros candidatos sobre os riscos de seguir fórmulas genéricas. Segundo o estudante, muitos acreditam que basta dominar um modelo pronto, mas as bancas identificam facilmente redações engessadas e sem autenticidade.

Lições para quem vai enfrentar o Enem

Com otimismo, Wellington dá um conselho direto: a prova exige comprometimento. E para se destacar, é preciso não apenas escrever bem, mas demonstrar domínio crítico e um envolvimento real com os temas.

Confira os elementos que contribuíram para sua conquista:

  • Escrita regular de redações ao longo do ano;
  • Acompanhamento de correções criteriosas;
  • Repertório robusto nos principais eixos temáticos;
  • Revisão constante da gramática e ortografia;
  • Cuidado na reescrita e transmissão de ideias;
  • Postura crítica e reflexiva diante dos temas.

A história do estudante mostra que uma nota mil na redação do Enem não é um feito inalcançável. É, acima de tudo, o resultado de esforço contínuo, inteligência estratégica e sensibilidade social.

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