A Universidade de São Paulo (USP) começará a implementar cotas para pessoas com deficiência a partir do vestibular de 2028. Essa iniciativa está alinhada a uma lei estadual de 2025, que assegura vagas para esse público em cursos técnicos e universidades estaduais. A porcentagem de vagas reservadas será proporcional à população PcD do estado, conforme o último Censo do IBGE, que aponta 6,3% para São Paulo.
A implementação das cotas PcD seguirá um planejamento bem estruturado. A USP formou um grupo de trabalho com professores, alunos e especialistas para definir as diretrizes. O prazo para a conclusão desta etapa inicial é de 120 dias, tempo em que se analisará os dispositivos legais e se elaborará uma minuta de resolução.
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Como será o processo de implementação?
Após a elaboração da minuta, o documento será avaliado pela Pró-reitoria de Graduação e pela Pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento. Assim que os órgãos responsáveis aprovarem, o texto será submetido à votação no Conselho de Graduação e no Conselho de Inclusão e Pertencimento. Finalmente, passará pela aprovação do Conselho Universitário, com previsão de conclusão até o primeiro semestre de 2027.
Comparação com outras instituições
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já adotou cotas semelhantes desde 2024. Nas universidades federais, essa inclusão foi garantida desde 2016, graças à Lei de Cotas. Apesar do aumento do número de estudantes PcD no ensino superior nos últimos anos, eles ainda representam menos de 1% dos matriculados.
Importância e impactos esperados
A criação dessas cotas representa um avanço significativo na inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior. Espera-se que a medida contribua para um ambiente acadêmico mais representativo e diversificado, além de possibilitar que mais pessoas com deficiência tenham acesso à educação de qualidade.
A decisão da USP reflete tendências contemporâneas de inclusão e diversidade no ambiente acadêmico, promovendo a equidade e a igualdade de oportunidades. A expectativa é de um impacto positivo tanto para os beneficiários das cotas quanto para a própria universidade, que ganhará em pluralidade e diversidade.
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