O Enem 2026, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), traz uma inclusão significativa: candidatos com diagnóstico de transtorno de ansiedade e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) poderão solicitar a presença de um acompanhante. Este suporte destina-se a auxiliar na estabilização emocional durante a execução da prova, permitindo aos candidatos um ambiente mais acolhedor.
A psicóloga Luciana Inocêncio destaca que esses transtornos podem afetar significativamente o desempenho dos candidatos durante a prova. No caso do TOC, os pensamentos obsessivos e compulsivos podem consumir tempo excessivo, enquanto a ansiedade pode causar sintomas físicos que comprometem a concentração e, até mesmo, o conhecimento do estudante. Assim, a oferta de um acompanhante atua como recurso valioso na redução desse impacto negativo no rendimento do participante.
O que você vai ler neste artigo:
O papel do acompanhante no dia do exame
Os desafios do Enem incluem a necessidade de concentração intensa durante um período prolongado. Para candidatos com transtornos como TOC e ansiedade, a presença de um acompanhante proporciona um recurso tangível de apoio. Sempre que necessário, o participante pode recorrer a esse auxílio sem interromper completamente o fluxo da prova, garantindo maior tranquilidade.
Além da simples presença, a possibilidade de contar com um acompanhante que entenda situações de ansiedade e compulsão pode ser um ponto de apoio. Isso é relevante quando o candidato precisa lidar com pensamentos obsessivos, como a repetição de leitura de questões ou a conferência excessiva de respostas. A ideia é que o acompanhante ajude na diminuição desses comportamentos, proporcionando um ambiente mais controlado emocionalmente.
Outras medidas de apoio
Apesar do avanço representado pela inclusão de acompanhantes para estudantes com TOC e ansiedade, a psicóloga Luciana Inocêncio ressalta que isso pode não ser suficiente para todos os casos. É aconselhável considerar a implementação de outras medidas, tais como:
- Ambientes com menos estímulos: Salas de realização da prova com um número reduzido de participantes podem ser mais adequadas.
- Pausas supervisionadas: Permitir intervalos para que os candidatos possam se recompor.
- Treinamento específico para fiscais: Capacitação das equipes em lidar com candidatos que possuam essas necessidades especiais.
Ampliação do atendimento especializado
O Inep acompanhou a evolução da demanda por atendimento especializado. Além de ansiosos e pessoas com TOC, há uma ampla gama de condições asseguradas no Edital, como deficiências físicas, auditivas, visuais e intelectuais, além de transtornos como TDAH e TEA. Essa variedade reflete o compromisso com a inclusão, assegurando condições ideais para que candidatos com diferentes necessidades possam participar de forma equitativa.
Esta mudança de abordagem é um passo importante em termos de acessibilidade e inclusão, contribuindo para reduzir as barreiras enfrentadas por candidatos que, até então, lidavam com os desafios do exame sem suporte adequado.
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